
A origem do stiletto, o sapato mais elegante da história
Os sapatos de salto alto são um "must-have" no guarda-roupa de qualquer mulher atual. São elegantes, definem estilo, estilizam a figura e dão um atrativo único às nossas pernas.
Mas os stilettos são adequados apenas para as mais experientes. Para aquelas capazes de andar com eles com toda a naturalidade e passar muitas horas com eles, já que este tipo de salto tem sempre mais de 8,5 cm. Atreve-se? Usá-los é um verdadeiro desafio, mas há muitas mulheres que aprenderam a usá-los na perfeição, conseguindo fazer quase tudo com eles, até dançar ou correr.
Na MAS34 sabemos que os stilettos são um dos sapatos de mulher mais elegantes e exclusivos. Ano após ano, vemos como designers como Jimmy Choo, Manolo Blahnik ou Christian Louboutin nos surpreendem com novos designs que nos fazem querer comprar stilettos para os exibir como merecem em qualquer ocasião especial. Sem dúvida, uma decisão acertada para deslumbrar!
E é que o stiletto é um sapato de agulha que simboliza muito mais do que moda: é sinónimo de força, poder e sensualidade. Um autêntico ícone, o que melhor representa a feminilidade em cada passo e o que melhor estiliza a nossa figura, tanto de pé como sentada.
A curiosa história do stiletto
Os sapatos de salto alto nem sempre foram símbolo de feminilidade. De facto, durante boa parte da história foram usados por homens. Sabe-se que já no Antigo Egito, tanto homens como mulheres usavam sapatos de salto alto, mas é no século XV que se torna quase imprescindível que o calçado masculino use saltos para poder encaixar melhor os estribos ao montar a cavalo. Estes animais eram básicos para as deslocações, pelo que se procurava o conforto nas manobras. Desta forma, os sapatos de salto ficariam estreitamente ligados ao mundo masculino, tendo deles uma imagem viril.
A questão é que quando se descobriu a capacidade destes sapatos para estilizar a figura, personalidades como Catarina de Médici também quiseram usá-los. Uma moda que se espalhou por toda a corte e onde cada modelo apresentava ligeiras variantes em função da pessoa que os usava. Madame Pompadour, por exemplo, chegou a ter uma linha de saltos com o seu nome.
No entanto, o stiletto como tal deve o seu nome ao seu criador Giacomo Pirandelli, barão de Styletto. Uma preciosa "tortura" à qual muito poucas mulheres resistiram desde então e, no entanto, o mais curioso é que não foram projetados para nós. Tratava-se de um autêntico salto agulha pensado para as manobras equestres.
No final do século XVII, as modas começaram a mudar e os homens começaram a usar saltos mais baixos e quadrados. Do mesmo modo que a vestimenta masculina ia perdendo os seus atributos femininos, também o calçado o foi fazendo. De tal forma que, em meados do século XVIII, os saltos já eram considerados algo efeminado e vulgar pelos homens.
O ressurgimento do stiletto chegaria na década de 50 pela mão do lendário francês Charles Jourdan, que definiu com traços o que seria um salto de aço e madeira alto e fino, capaz de suportar o peso da figura. Pouco depois, Roger Vivier, considerado como "o padrinho do stiletto", levaria este mítico design à fama, ao unir as suas criações ao lançamento da nova coleção de Christian Dior.
Ao mesmo tempo, em Itália, Salvatore Ferragamo, que contava com uma extensa e brilhante trajetória como sapateiro das estrelas mais glamourosas do cinema, criou uma linha de saltos de 10 cm de altura com uma estabilidade invejável. Os seus estudos sobre a física e a anatomia da mulher aplicados às suas criações converteram os seus sapatos num produto sem concorrência, capaz de revolucionar para sempre o mundo do calçado. E é que, desde as suas origens, o stiletto tem estado destinado a deixar a sua marca na moda de muitas gerações vindouras.
Um clássico que nunca falha e que se reinventa a cada estação para continuar a conquistar novas tendências, materiais e designs.





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